Vacine-se e proteja o seu filho do risco de pegar coqueluche
Atualização das recomendações do Comitê Consultor sobre Práticas de Imunização para Vacinação de Profissionais de Saúde: a base necessária para o trabalho essencial visando construir programas de sucesso.
16 de junho de 2012
Informe Técnico de Influenza
16 de junho de 2012

20/03/2012 – 20h35 – Atualizado em 20/03/2012 – 20h35

Lorena Fafá
lorena.fafa@redegazeta.com.br

Mesmo imunizados na infância, adultos podem ter bactérias morando em suas narinas

Os sintomas são de uma gripe forte: tosse seca, surtos de tosse seguidos de vômito, coriza e febre. Mas pode ser coqueluche, uma doença séria, que ficou esquecida há 30 anos, mas agora voltou com força, atingindo não só crianças, mas também adultos.

Altamente transmissível, ela é causada por uma bactéria e pode gerar complicações muito sérias, como pneumonia e até a morte. Só este ano, já foram confirmados 51 casos da doença no Estado e quatro crianças de 1 a 3 meses, não vacinadas ou não vacinadas completamente, morreram em decorrência da coqueluche.

A infectologista pediátrica Euzanete Coser explica que a principal forma de contágio é a respiração. “Já está provado que, na maioria dos casos, a coqueluche é trans mitida por adultos que cuidam da criança: mãe, pai, avós, irmãos, babá e professoras da creche, que são as pessoas que estão sempre perto do bebê”, diz a médica.

Ela explica que, mesmo já imunizada durante a infância, essas pessoas podem ter bactérias morando em suas narinas, sem apresentar nenhum sintoma da doença.

Por isso, a melhor maneira de prevenir o contágio pela doença é a vacinação, não só das crianças, mas também dos pais e pessoas mais próximas, já que a imunização que foi dada na infância pode perder força com o tempo.

A vacina de coqueluche para adultos não é distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas pode ser encontrada na rede particular. A médica recomenda que os pais tomem a vacina e que também providenciem a imunização da babá da criança.

“Também é importante saber se, na creche em que vão colocar o bebê, os cuidadores também estão vacinados contra coqueluche”, alerta a médica.

Ela explica que todo cuidado é pouco até os s eis meses de idade, que é quando a criança recebe a última dose da vacina e fica protegida da doença.

Tosse persistente é perigosa
Em casos de tosse seca persistente, que dure mais de 15 dias e vômito pós-tosse (em adultos ou crianças), a Secretaria de Estado da Saúde orienta que o paciente procure a unidade de saúde mais próxima. Com os bebês, os cuidados devem ser redobrados.

Proteção

Vacina infantil: São cinco doses: aos 2 meses, 4 meses, 6 meses (tetravalente) e, depois, duas de reforço, aos 15 meses e entre 4 e 6 anos

Vacina adulto: Não é disponibilizada pelo SUS, mas é indicada para que as crianças não corram o risco de pegar a doença de um adulto próximo

Prevenção: Além de vacinar os adultos próximos, é importante evitar o contato do bebê com pessoas com sintomas da doença

Fonte: A Gazeta

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